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A Wise ampliou a integração de sua rede global com o Pix e passou a permitir que clientes elegíveis no exterior enviem dinheiro para pessoas e empresas no Brasil utilizando apenas uma chave Pix. A novidade elimina a necessidade de informar dados bancários completos do destinatário e aproxima a infraestrutura brasileira de pagamentos das transferências internacionais.
O recurso pode ser utilizado por brasileiros e estrangeiros não residentes no País. Para realizar a transferência, o remetente pode usar uma chave como telefone, e-mail, CPF ou CNPJ e enviar recursos a partir de qualquer uma das mais de 40 moedas disponíveis na plataforma, sem precisar ter conta bancária brasileira ou CPF.
Na prática, a Wise passa a utilizar a simplicidade já conhecida pelos usuários brasileiros do Pix como interface para quem está enviando recursos de outro país.
Pix ganha uma porta de entrada internacional
A funcionalidade amplia as possibilidades de uso principalmente em pagamentos que até agora poderiam exigir informações bancárias adicionais. Um brasileiro que vive no exterior, por exemplo, poderá enviar recursos para familiares utilizando o número de telefone cadastrado como chave.
A mesma lógica vale para transações comerciais. Uma empresa estrangeira poderá pagar um prestador brasileiro por meio de seu CNPJ, enquanto proprietários de imóveis no País que residem no exterior poderão utilizar uma chave Pix para despesas locais.
“O Pix transformou o cenário financeiro do Brasil e a Wise continua investindo para conectar esses padrões locais de excelência à nossa rede global de pagamentos”, afirma Ricardo Amaral, Country Manager da Wise no Brasil.
Segundo o executivo, a integração permite levar para os clientes internacionais uma experiência baseada na infraestrutura de pagamentos que já faz parte da rotina brasileira.
Impacto também chega a turismo e serviços
A novidade pode ter reflexos em atividades que lidam frequentemente com pagamentos internacionais, entre elas o turismo. Prestadores brasileiros que atendem estrangeiros, como receptivos, guias, locadores e outros fornecedores, passam a ter uma alternativa para receber recursos do exterior utilizando uma identificação que já adotam nas transações domésticas.
Isso não transforma o Pix, isoladamente, em um sistema internacional. A operação continua sendo intermediada pela infraestrutura da Wise, responsável por receber os recursos no exterior, realizar a conversão quando necessária e conectá-los ao sistema brasileiro.
A diferença está na experiência para o usuário: em vez de reunir informações bancárias do destinatário, a chave Pix passa a ser suficiente para direcionar o pagamento no Brasil.
Escala global sustenta integração
A Wise opera pagamentos em mais de 40 moedas e informa possuir acesso direto a sistemas domésticos de pagamento em nove mercados.
No primeiro trimestre de seu ano fiscal de 2026, a empresa registrou quase 12 milhões de clientes ativos e movimentou US$ 69 bilhões internacionalmente, crescimento de 26% em relação ao ano anterior. Segundo a companhia, 77% das transferências realizadas globalmente chegam ao destino em menos de 20 segundos.
A nova funcionalidade está sendo disponibilizada para clientes elegíveis da Wise em diferentes mercados por meio do aplicativo da empresa.
Leitura de Mercado | Turismo&Eventos
A integração da Wise com as chaves Pix reduz uma das fricções mais comuns das transações internacionais: a diferença entre a forma como quem paga no exterior envia dinheiro e a maneira como o brasileiro está acostumado a recebê-lo.
Para o turismo, essa simplificação merece atenção. Pequenos e médios fornecedores que comercializam serviços diretamente para estrangeiros nem sempre possuem estruturas sofisticadas de pagamentos internacionais. Permitir que o destino da transferência seja identificado por uma chave Pix aproxima esse recebimento da rotina financeira já utilizada no Brasil.
O movimento também mostra uma dimensão maior da consolidação do Pix. Depois de transformar pagamentos domésticos, a infraestrutura brasileira começa a ser incorporada por plataformas globais como ponto final de transações iniciadas em outros países.
Para empresas que trabalham com clientes internacionais, o ganho potencial está menos em uma nova forma de pagamento e mais na redução das etapas necessárias para fazer o dinheiro atravessar fronteiras e chegar ao fornecedor brasileiro.

